Economia

Pesquisa da Amcham detecta ações sustentáveis na maiora das empresas

Mais da metade das empresas brasileiras (57%) associadas à Câmara Americana do Comércio (Amcham) já incorporaram ações de sustentabilidade às suas operações e algumas (20%) até modificaram seus negócios, com o lançamento de novos produtos e processos.

Os dados são de uma pesquisa da entidade que entrevistou 76 executivos de empresas de variados portes e setores da economia.

De acordo com o estudo, 83% das empresas alocaram até R$ 15 milhões nas ações de sustentabilidade, enquanto 12% investiram de R$ 15 milhões a R$ 60 milhões.

Mas há empresas que aplicaram volumes ainda maiores: de R$ 60 milhões a R$ 200 milhões (3%), entre R$ 200 milhões e R$ 600 milhões (1%) e acima de R$ 600 milhões (1%).

“Essa consciência cada vez maior por parte dos empresários é o que realmente move a sustentabilidade adiante”, disse Gabriel Rico, CEO da Amcham, ao apresentar os destaques da sondagem durante a entrega do Prêmio Eco 2011, em São Paulo.

“Cabe a nós, através do Prêmio ECO, divulgar, motivar e inspirar as empresas quanto às melhores práticas”, completou.

Cerca de 87% das companhias consultadas durante a pequisa disseram que inserir conceitos de sustentabilidade na gestão traz resultados positivos.

Os ganhos foram listados na seguinte ordem:

1) Melhoria da imagem da empresa (32%)
2) Avanços em termos de capital humano e aprendizado organizacional (26%)
3) Aperfeiçoamento da gestão (18%)
4) Minimização dos riscos (7%)
5) Aumento nas vendas e margens (4%)
6) Redução de custos (3%)

A pesquisa destacou também as áreas em que as ações são desenvolvidas:

1) Políticas para reduzir impacto das atividades no meio ambiente (18%)
2) Ética corporativa (17%)
3) Incorporação no sistema de gestão (10%)
4) Preocupação com clientes e consumidores (10%)
5) Governança corporativa (9%)
6) Elaboração de relatórios sociais ou de sustentabilidade (8%)
7) Ênfase no público interno (7%)
8) Programas de voluntariado (6%)
9) Incorporação do tema pela rede de fornecedores (4%)
10) Relações éticas com as esferas do poder público (3%) e
11) Investimentos sociais privados (3%)

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