Economia

Portugal faz campanha para promover a cortiça como material sustentável

Uma campanha publicitária dirigida principalmente ao mercado norte-americano tem defendido o uso da rolha de cortiça nas garrafas de vinho como uma alternativa sustentável à similar sintética – de plástico ou de alumínio.

O material é tradicionalmente utilizado pelas vinículas mais sofisticadas, mas tem sido gradativamente substituído nas empresas que investem na produção de massa.

A campanha foi lançada pela Associação Portuguesa de Cortiça, com apoio do Governo de Portugal, país que responde por 52,2% da extração mundial do produto, movimentando por ano 900 milhões de euros (cerca de 2,05 bilhões de reais).

A ação publicitária custou três milhões de dólares (cerca de 5 milhões e 200 mil reais) e consiste em propagandas para TV, ações de relações públicas, eventos, website e presença em redes sociais como Twitter e Facebook.

O objetivo é atingir o jovem consumidor, cada vez mais atento aos produtos eco-friendly, e difundir a ideia de que a cortiça é um recurso renovável.

“Se você conversar com as pessoas, você percebe que elas gostam da cortiça, mas há muita desinformação”, disse ao The New York Times Peter Weber, diretor executivo do Conselho da Cortiça, entidade com sede em Forestville, na Califórnia, EUA.

Segundo ele, muita gente pensa que a extração da cortiça se dá pela derrubada de árvores, quando na verdade o processo de produção exige apenas a casca da retirada.

“Já ouvi gente dizer em salas de degustação que elas (as cortiças) vêm de florestas brasileiras ou que crescem como esponja nos oceanos”, lembra.

Para desfazer esses mitos, o site da campanha mostra como a cortiça é produzida e esclarece as principais dúvidas dos consumidores.

A campanha pede ao visitante para assinar a petição 100 percent cork (cem por cento cortiça) e boicotar os vinhos com rolhas artificiais.

“A cortiça não é boa apenas para fechar as garrafas de vinho”, diz o texto.

“É a única escolha orgâmica, biodegradável e orgânica.

A cortiça é produzida a partir da extração da casca do sobreiro, árvore da família do carvalho.

São necessários precisos 25 anos até que um tronco comece a produzir cortiça e cada tronco tem que atingir um perímetro de cerca de 70 cm quando medido a 1,5 metro do chão.

A partir de então, a sua exploração durará em média 150 anos, com uma média de 15 a 16 extração ao longo da vida e em intervalos de nove anos.

Veja abaixo dois vídeos: um sobre a produção de cortiça em Portugal e outro sobre a reciclagem do produto.

http://www.youtube.com/v/W9QWnadnVAE?version=3

http://www.youtube.com/v/rscu0xqilFI?version=3

Sobreiro, de onde é extraída a cortiça

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