Tecnologia

Construção de biodigestores no Nordeste concorre a prêmio da Caixa Econômica

O Projeto da Organização Não-Governamental Diaconia, que atua no semi-árido nordestino, é um dos finalistas do Prêmio Melhores Práticas 2011/2012 da CEF e tema de um vídeo produzido este ano pelo Blog Mundo Possível em Afogados da Ingazeira, no sertão de Pernambuco.

Clique aqui para ver o passo a passo da construção de um biodigestor.

Assista abaixo o vídeo do Blog Mundo Possível



Por Marcelle Honorato (da Diaconia)

Tecnologia utilizada no Semiárido pernambucano que diminui a emissão de gases poluentes e reduz as despesas familiares está entre os 35 finalistas nacionais

Seu Baltazar Cirino, de 52 anos, morador da comunidade de Riacho Fundo, em Quixaba (PE), conhece bem os benefícios do biodigestor.

Seu Baltazar não compra mais gás de cozinha para a sua casa nem se preocupa em lavar o esterco ou produzir biofertilizante.

Tudo isso agora quem faz é o biodigestor do agricultor, que, inclusive, não acreditava na tecnologia, mas, depois de vê-la funcionando, mudou sua opinião.

“Agora, com o biodigestor, o estrume já sai pronto para ser colocado nas plantas. Depois de dois anos, já sinto a diferença, e as plantas não ficam mais amareladas por falta de nutrientes”, compara o agricultor.

Por todos esses benefícios, o biodigestor é um dos 35 finalistas do Prêmio Caixa: Melhores Práticas em Gestão Local 2011/2012, que recebeu, nesta edição, duzentas inscrições.

O prêmio tem como objetivo identificar, documentar e divulgar as melhores práticas em gestão de recursos que tenham abrangência local.

Os projetos premiados receberão troféu e certificado e serão amplamente divulgados pela Caixa por meio de publicações, filmes, exposição fotográfica itinerante e oficinas de reaplicação, entre outras.

O nome da melhor prática é cercado de esperança para todos os envolvidos.

Para as organizações, o reconhecimento é importante para massificar a ideia de que é possível produzir gás de forma limpa e sustentável; e, para as famílias, é a esperança de que um dia terão histórias para contar, como a de Seu Baltazar.

Uma dessas pessoas é a agricultora Maria Lucilene Lima, de 38 anos, do Sítio Barreiro, em Quixaba, que todos os dias tem de madrugar, pegar lenha e queimá-la para fazer o café da manhã.

O processo é perigoso, cansativo e, ao calor do fogo, deteriora a sua casa.

“Quando aparecer o biodigestor — se Deus quiser —, vai diminuir esse trabalho”, anseia a agricultora.

A melhor prática 2011/2012 será conhecida no dia 12 de dezembro.

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